PAPo Feminismo Intereseccional

Para iniciar os PAPos do semestre, nós da PoliGen havíamos primeiramente decidido abordar um tema de introdução geral ao feminismo. A quem ele serviria? Qual seria sua utilidade, em pleno século XXI? Seria ele desnecessário hoje em dia?
Como a vida não pára entre uma atividade e outra, fomos surpreendidas por discussões em nossos espaços virtuais que envolveram falas aberta e deliberadamente racistas. Com isso, percebemos que a discussão que se faz necessária em todo e qualquer momento não envolve apenas o feminismo em si, mas a maneira sobre como os demais sistemas de opressão se fortificam conforme se interseccionam.
Por isso traremos mais uma vez para nosso PAPo o tema da interseccionalidade. Somos um grupo que preza por esse conceito e pelo questionamento de nossos privilégios, e que acredita na importância de ouvir e fazer ouvir a palavra de pessoas que vivenciam opressões interseccionalizadas. Como resposta aos ataques, oferecemos um debate público sobre um feminismo interseccional, que envolve a questão da mulher negra e do racismo.

O que é feminismo interseccional? A quem ele se refere? O que ele engloba?

Para nos auxiliar nessa atividade, contaremos com a presença de Giselle dos Anjos Santos.
Giselle é mestra em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia, onde desenvolveu a dissertação do título Mulheres Negras em Cuba - Representações Sociais em Tempos de Crise (1990 - 2012); e autora da publicaçao Somos Todas Rainhas (2012), sobre a história das mulheres negras no Brasil.

Grupo de Estudos - Saude e Sexualidade da mulher (atividade só para mulheres)

Passada a primeira semana de provas, os estudos continuam. Mas quem disse que eles nao podem acontecer em um abiente seguro e acolhedor, sob um clima suave e abordando temas inerentes à nossa natureza e dia a dia?
Em atividade auto-organizada (exclusiva para mulheres), a Poligen as convida para um grupo de estudos, discussoes e dinamicas envolvendo autoconhecimento, cuidados e como tais aspectos nos afetam cultural, social e politicamente.
Apareçam, tragam as amigas, venham agregar e construir com a gente esse espaço!
 

Nota em resposta aos ataques virtuais sofridos pela PoliGen

Nota em resposta aos ataques sofridos pela PoliGen
No dia 17/03/2016, a página do evento da reunião da PoliGen foi vítima de ataque por parte de dois estudantes da Escola Politécnica. Eles postaram um texto com trechos de falas do ex-presidente Lula, interceptadas por escutas telefôncias, cuja legalidade e publicidade ainda estão em discussão. Tratavam-se não apenas de piadas machistas, mas de suas interpretações dos diálogos, interpretações violentas e misóginas (remetendo a estupros e à violência doméstica), que eram ofensivas não apenas a nós da PoliGen, mas a todas as mulheres. Além disso, continha um "meme", mostrando uma rua vazia e perguntando onde estavam as feministas. Ou seja, indagando sobre nossas ações frente ao diálogo machista envolvendo o ex-presidente.
Esse ataque contém inumeras ofensas ao nosso grupo, ao movimento feminista e às mulheres como um todo. Há também uma pressuposição de identidade entre feministas e o espectro ideológico de esquerda, o que nem sempre se verifica. O machismo e a misoginia ocorrem tanto nas ideologias tidas como "de esquerda" como naquela tidas como "de direita". Também existem companheiras politécnicas de direita, feministas, e a PoliGen é um grupo sempre aberto ao diálogo.
Ademais, este tipo de ataque suscita questões como: por que dois homens, totalmente alheios ao nosso grupo, os quais nunca participaram de uma reunião, evento, ou discussão do nosso grupo, se acharam no direito de nos cobrar um posicionamento? Aparentemente, pode ser que acreditem que devido ao seu status privilegiado de homens brancos, de classe dominante e heteronormativos, podem nos dar ordens e desqualificar nosso trabalho, que é promover a consciência das desigualdades de gênero e colaborar para a erradicação de desigualdades, preconceitos e discriminação.
Além disso, procuram, associar as nossas ações a uma suposta defesa do ex-presidente, e nos perseguir com base nesse motivo. Isto é, fica implícito que eles fazem uma leitura míope e polarizada da política, em que ou se está a favor e se aprova tudo o que um lado faz (seja este lado o de Lula/Dilma/PT) ou então é o exatamente oposto (coxinha/direitista). O feminismo e as lutas por direitos sociais são questões transversais e há alguns anos já não são pautas ou bandeiras exclusiva deste ou daquele partido.
Por fim, acreditamos na liberdade de expressão e na democracia; não compactuamos com violências - sejam as ofensas no Facebook ou outras mais graves - motivadas pela intolerância à diversidade. Continuaremos agindo como achamos correto, em defesa democrática da liberdade e da diversidade, com o trabalho cotidiano para diminuir as desigualdes de gênero, raça e classe no nosso país, ainda tão precário na garantia de direitos.
A POLIGEN

Vai ter mulher sim nas ciências exatas e na engenharia!

A 14ª FEBRACE – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia ocorreu entre os dias 15 e 17 de março de 2016 nas dependências da Escola Politécnica da USP. Ela é considerada uma das maiores feiras brasileiras para estudantes pré-universitários. 

Ato pela segurança das mulheres na USP

Mulheres realizarão ato na USP, no dia 24 de agosto, para dar visibilidade às suas reivindicações por mais segurança no Campus.
O evento contará com uma oficina de autodefesa às 12h no bandejão, e a concentração para a marcha ocorrerá às 16h.
Por uma Universidade mais livre e segura para todas as pessoas!!
 

IBM BlueMix Girl's Night

Poli-USP e IBM promovem bate papo sobre mulheres e a carreira em TI

A Escola Politécnica da USP e a IBM promovem, no dia 31 de agosto, a partir das 17h, no Auditório da Administração da Poli, o "Bluemix Girls' Night", uma conversa entre alunas, professoras e público externo (somente mulheres) sobre carreira em TI para mulheres (mercado, carreira na IBM, networking, etc) e depois uma live demo sobre a plataforma Bluemix. A palestrante será a Sra. Maisa Ap. Penha Gemignani, Gerente de desenvolvimento de software na IBM.